Reflexão – A viagem mais triste da minha vida!!

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Casa do vovô (imagem antiga) Foto: Mônica Freitas

    Infelizmente durante minha lua de mel, acabei perdendo meu avô materno, ele faleceu em decorrência de uma série de problemas de saúde que se agravou nos últimos tempos.

   E quando voltei, fui visitar minha avó pra ver como ela estava, confesso que nunca imaginei que essa viagem que faço com certa frequência poderia ficar pior do que já é. As vezes me pego agradecendo por não estar por aqui e ter de ir na sua despedida, já que ele se foi a noite, e confesso que fazer aquele caminho de madrugada, não é muito seguro e a apreensão em chegar logo não ajudaria muito.

    Eu passei uma temporada nessa cidadezinha quando criança, e cada vez que volto sempre me lembro de alguma passagem da minha vida ocorrida lá, enquanto eu morava lá ou não.

  As estradas não ajudam muito, (tem apenas um trecho que é muito lindo, na cidade de Avaré) e eu fiz o trajeto todo dirigindo, nunca dirijo por tanto tempo sem alguém pra me ajudar. Peguei tanta chuva, alguns deslisamentos e dei muita sorte de nenhum rio ter transbordado pelo caminho.

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Trecho lindo da cidade de Avaré!! (Foto antiga) Foto: Mônica Freitas

   Mas o trajeto não foi pior que a chegada em si. Chegar lá praticamente embaixo de chuva, e ver o vazio que lugar exalava foi torturante, a falta de sua presença física era sentida desde a entrada na propriedade e ficava ainda mais forte a cada instante.

    Não estou aqui para dizer que fui uma neta muito presente, eu não era muito de conversa com ele, mas foi um baque entrar na casa e no lugar onde costumava ficar sua cadeira estava apenas pendurado na parede um chapéu de palha velho, apenas lembrando que o vô Nelson um dia esteve ali.

    Passei dois dias apenas lembrando de quando eu era criança e ele nos levava para passear em um carroção, (era a alegria da criançada) ou então quando eu passei uma temporada por lá, ele me levou pra cidade a cavalo, o animal se assustou com um caminhão, deu um pinote e quase nos derrubou, como eu fiquei com medo de continuar o trajeto, ele pacientemente esperou eu me acalmar para continuarmos a viagem e na volta pediu pra alguém me trazer (nunca mais subi num cavalo depois disso).

   Passei minhas férias na infância naquele pedaço de terra, e sempre que podia em minha vida adulta eu voltava para visitá-lo. 

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Casa do vovô (foto antiga) Foto: Mônica Freitas

    Apesar dele não ser uma pessoa de gênio fácil, era sempre bom chegar lá e ver ele e a vovó nos esperando na porta sempre com um sorriso no rosto. Agora só restou a vovó e sempre que eu voltar, vou olhar para o vazio onde fica a cadeira e me lembrar dele.

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Casa do vovô (foto antiga) Foto: Mônica Freitas

Por isso:

Faça tudo o que puder pelo próximo enquanto ele está aqui, pois depois restará apenas um espaço vazio e nada mais!!

 

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