Rápido como um raio

    Tem pessoas que entram em nossas vidas pra atormentar, outras entram calmamente e ficam, mas tem aquelas que aparecem como um raio e da mesma forma que entrou, vão embora, na maioria das vezes por forças que não conseguiremos explicar nem em um milhão de anos.
   
   A um tempo atrás conheci uma pessoa assim, me encontrou perdida no primeiro dia de aula, eu estava tentando me encontrar no meio daquela multidão, tímida e completamente perdida, afinal voltar as aulas era um desafio para mim, fazia muito tempo que havia terminado meus estudo, mas ali estava ela, irradiando luz e contagiando a todos em sua volta.

   Nascia assim nossa amizade, uma amizade improvável entre a pessoa mais desajustada e a mais comunicativa, ela circulava facilmente entre os vários grupos, não havia uma pessoa que nao se encantava por ela. e foi assim durante um ano e meio, sempre disposta a ajudar o próximo e sempre determinada em seus objetivos, aprendi muito com ela e teria aprendido mais se o tempo tivesse sido suficiente.

  Após o fim das aulas, nos afastamos um pouco e no reencontramos quando uma situação difícil aconteceu, e novamente ela estava ali sempre disposta a ajudar e como um poço de calmaria conseguiu trazer paz ao meu coração e ao de nossos amigos, que passavam horas aguardando notícias que muitas vezes não eram agradáveis aos nossos ouvidos.


     Assim que atravessamos a tempestade,  a calma se instalou e tudo se resolveu, decidimos nos ver novamente, marcar um almoço ou qualquer coisa, mas eu como sempre ocupada, sem tempo para nada, decidi adiar em uns dias nosso reencontro, o que infelizmente não aconteceu, pois numa manhã ensolarada assim como ela, uma fatalidade ocorrida por imprudência do outro motorista tirou sua vida aos 23 anos, uma vida que seria plena, completa e feliz.


     Mas como sempre ela nos deixou uma  última lição, “viva todo dia como se fosse o último e viva plenamente”.


    Eu aprendi também nunca adiar nada na vida, sempre fazer o que for possível para estar perto dos amigos, pois amanhã poderá ser tarde demais como eu descobri da pior forma possível.


    Já faz quatro anos que ela se foi, e durante todo esse tempo me pergunto, era para ser assim mesmo? E se tivéssemos outra chance? De todo modo a saudade continua e o sol sempre nasce e se põe no horizonte.


  

Foto: Mônica Freitas


   


Beijokas e até o próximo!!!!


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