Paris je t’aime

dscn0213

A três anos fiz a viagem da minha vida e fui para Paris (contei tudo aqui) pessoalmente ela muito mais bela.

E a um ano foi a escolha lógica para nossa lua de mel, cuidadosamente planejada durante um ano, para que pudéssemos re-visitar os lugares e conhecer novos.

Então no dia 13 de novembro embarcamos rumo a nossa aventura, ansiedade a mil, pois iria subir novamente na Torre, andar pelas galerias do Louvre, visitar os jardins de Versailhes e conhecer a Euro Disney que não tivemos oportunidade na visita anterior. 

Mas no meio do caminho teve uma tragédia, algo que eu só via na TV e nunca imaginei estar perto para ver.

img_20151114_100259448_hdr

Na noite daquela sexta feira (14/11), as pessoas saíam de seus trabalhos, de suas casas e procuravam se divertir numa noite fria, mas aconchegante, quando pessoas com um sentido distorcido sobre a vida humana, abriram fogo num café e em uma boate lotada, deixando 129 mortos e uma centena de feridos. Além de uma bomba próximo ao estádio ***.

Eu não estava nem perto do ocorrido, mas pude sentir na pele a sensação de medo, insegurança, mas principalmente de compaixão. Senti também muita culpa por estar lá para me divertir enquanto aquelas pessoas haviam perdido entes queridos e estava tentando curar as feridas abertas e compreender o sentido de tanta maldade humana.

Chegamos próximo ao local, e ainda pela manhã tinha movimentação na boate, visitamos também a praça da República para prestarmos nossas condolências e o silêncio do local era devastador.

Nos dias que se seguiram, os monumentos, museus estavam todos fechados, a segurança foi toda reforçada, na Gare de Lion o que víamos eram os trens parando nas plataformas e deles descendo um mar de soldados, todos chamados a proteger a cidade e seus cidadãos. 

Passamos uma semana lá e o que vimos foi uma população unida, que tentava seguir em frente, apesar do medo que pairava, uma cidade inteira de luto, com homenagens em todo canto, orações silenciosas e um fio de esperança brotando.

Não conseguimos curtir muito, a cidade ficou em estado de emergência e foi triste ver as luzes da Torre Eiffel apagadas, seus elevadores parados sem ninguém lá em cima para apreciar a vista maravilhosa.

Pode parecer bobagem, mas eu me senti completamente culpada, não consegui me divertir sem pensar nas pessoas que perderam suas vidas por uma causa que não faz muito sentido e tem total desprezo pela vida humana.

Cada visita que faziamos o silêncio ao redor era notável, um momento que para mim foi muito emocionante foi a visita a Disney, no fim do dia todos se reuniram para uma apresentação no castelo da Bela Adormecida e ao fim quando a música silenciou e as luzes se apagaram, com todo mundo caminhando rumo a saída, eu percebi que a vida deve continuar, seguir em frente em nome daqueles que se foram. 

Minha lua de mel não foi nem de perto o que imaginei e planejei, mas deixou uma lição muito importante:

Devemos viver por eles e tantos outros que se foram de forma rápida, tiveram suas vidas interrompidas em seus melhores momentos sem chance nenhuma de se despedir.

Beijokas!! 

Até a próxima!!

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *